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Sectet e universidades investem em alimentos que garantem 'sustentabilidade humana'

26/11/2019

O primeiro passo para a implementação de um conjunto de ações que irão potencializar as cadeias produtivas do oeste do Pará foi dado nesta segunda-feira (25) com a assinatura da minuta de um convênio entre a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e a Rede Nutracêutica, formada pela Universidade do Estado do Pará (Uepa), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA).

“É um projeto pioneiro que reúne órgãos estaduais e federais no desenvolvimento de alimentos com comprovado benefício para a saúde humana, os chamados nutracêuticos”, resume o titular da Sectet, Carlos Maneschy. Ele explica que para chegar a esses alimentos serão feitos investimentos na construção de laboratórios nas Escolas de Ensino Técnico do Pará (Eetepas) e na capacitação dos servidores dessas escolas para que façam o assessoramento dos produtores da região, potencializando as cadeias produtivas da região.

Sustentabilidade - Todo esse trabalho será coordenado pela Rede Nutracêutica e gerenciado pela Fundação de Integração Amazônica (Fiam). O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Gradução da Ufopa, Domingos Diniz, acrescenta que o objetivo maior é promover desenvolvimento com a floresta em pé. “Serão estudados os alimentos da floresta que garantem, promovem a saúde das pessoas. É a sustentabilidade humana”, esclarece o professor.

A primeira ação do projeto será a capacitação dos profissionais com a construção de laboratórios de solo, microbiologia, bromatologia e qualidade de água nas escolas técnicas nos municípios de Oriximiná, Santarém, Monte Alegre e Itaituba. “A partir disso será feita a valoração dos arranjos produtivos desses municípios, onde os produtores receberão completo assessoramento técnico e tecnológico”, ressalta Igo Leite, professor da Ufopa e representante da Fiam.

Comprovação - Serão estudadas frutas, sementes e peixes da região que serão utilizados para a produção dos alimentos nutracêuticos, que concentram os potenciais nutritivos e farmacêuticos das matérias primas. Testes nos laboratórios serão feitos para comprovar os benefícios que esses alimentos trazem para a saúde das pessoas. Os primeiros resultados devem ser gerados em três anos.

Domingos Diniz frisa que com a comprovação dos potenciais nutracêuticos, os alimentos passarão pela certificação internacional ISO, sigla em inglês da Organização Internacional para Padronização. “Cada etapa da produção dos alimentos passará pela certificação: geográfica, orgânica e nutracêutica”, enfatiza Diniz.

Texto e fotos: Jemiffer Galvão (Ascom/Sectet)