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Perspectivas do setor de pesca e aquicultura foram debatidas nesta quinta-feira (28) em Belém

28/06/2018

As Perspectivas de Desenvolvimento do Setor de Pesca e Aquicultura no Pará foi o tema em destaque na manhã desta quinta-feira (28) durante a realização da segunda edição do “Diálogos da Inovação”, organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e, dessa vez, realizado na Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).

O Pará tem o setor de pesca e aquicultura muito fortes, em especial a região nordeste do estado, onde a produção de peixes e demais animais aquáticos podem ser criados e comercializados de maneira abundante. A aquicultura é a ciência que estuda técnicas de cultivo não só de peixes, mas também de crustáceos, moluscos, algas e outros organismos que vivem em ambientes aquáticos, ou seja, ela visa à criação de forma doméstica. Já a pesca busca adquirir esses animais da natureza de forma extrativista.

Cumprindo com a programação do evento, o professor doutor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Oswaldo Junior, abordou a questão da pesca e a necessidade de se aplicar o conhecimento científico-tecnológico a partir do conhecimento empírico de quem conhece bem e vivencia o assunto, no caso, o pescador.

Ele destacou aspectos ecológicos, econômicos, sociais, tecnológicos e de manejo na área, ressaltando a necessidade de haver um melhor aproveitamento do que se produz no estado. “Nosso problema não é aumentar a produção, é pescar melhor, aproveitar melhor o que produzimos”, explicou.

Em seguida, o professor doutor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) de Castanhal, Lian Brandão, mostrou o resultado de três pesquisas na área de piscicultura, destacando algumas estatísticas e o diagnóstico de consumo de peixe no estado. Para ele, existe a necessidade de políticas públicas eficazes que garantam maior divulgação sobre as atividades de piscicultura e aquicultura no Pará.

Seguindo com a programação, o assessor técnico da Organização Social (OS) Biotec Amazônia, Sérgio Alves, mostrou o trabalho da OS no sentido de atrair investimentos para o estado de forma a garantir o uso sustentável da biodiversidade amazônica por meio de ciência, tecnologia e inovação e, assim,  intermediar a relação entre empresas, academia e setor produtivo, no intuito de gerar renda e emprego, além de maior qualidade de vida à população.

Passado o momento das apresentações, o público, composto por representantes da Sectet, Sedap, Sedeme, Semas, Fapespa, Faepa, Sindicato Estadual dos Pescadores, ONGs e produtores rurais, debateu sobre o assunto e chegou à conclusão que a principal necessidade, neste momento, é a integração entre os atores do setor.

“Cada um aqui tem um papel, é importante esta união, eu estava errado tentando resolver meus problemas sozinho. Conseguimos mostrar que isso é uma questão de Estado, restabelecemos o Conselho Estadual de Pesca, do qual todos deveriam fazer parte”, concluiu o presidente do Sindipesca, Manoel Justino.

Texto: Fernanda Graim (Ascom/Sectet)