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Oficina CDR

06/07/2020

Implantação do CDR e a consolidação da Bioeconomia no Pará.

Esse é o primeiro projeto-piloto CDR na região amazônica e que se predispõe a apoiar a organização de uma agenda de ações das instituições de base técnico-científica, no sentido de atender ao interesse do desenvolvimento de suas regiões. A Associação BioTec-Amazônia foi a vencedora da Chamada Pública de âmbito regional lançada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos – CGEE, sediado em Brasília, com a finalidade da implementação de Centro de Desenvolvimento Regional – CDR no Estado do Pará. O CDR é um projeto que tem por objetivo promover a discussão e a implantação de agendas de desenvolvimento que possam estimular a economia da região e fomentar a geração de emprego e renda, um dos pilares do desenvolvimento regional.

Para isso, a BioTec-Amazônia, em conjunto com o CGEE, realiza a 1ª Oficina de implementação do Centro de Desenvolvimento Regional/ Pará Região Metropolitana de Belém (RMB). O evento ocorre no dia 7 de julho de 2020, no Auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (FAEPA). A programação conta com a participação da equipe CDR Pará, de membros do CGEE com apresentações virtuais e de representantes de instituições de ensino superior e institutos de pesquisa, dos Governos Federal, Estadual e municipal e de Federações empresariais. A interação entre os atores ocorre por meio de processos participativos como oficinas e fórum de debates.

A programação da 1ª Oficina conta com os esclarecimentos da sistemática do trabalho e a apresentação dos participantes. Na abertura do evento, teremos a presença de autoridades locais como Prefeitos dos municípios de Ananindeua, Barcarena, Belém, Benevides, Castanhal, Marituba, Santa Bárbara, Santa Izabel e Santo Antônio do Tauá. O encontro conta com a participação especial do Senador Zequinha Marinho e de Paulo Barone, assessor parlamentar no Senado Federal.

Paulo Barone, docente da Universidade Federal de Juiz de Fora, explicou que, além da coordenação nacional, em Brasília (DF), que conta com os Ministérios, Câmara dos Deputados e a Comissão do Desenvolvimento Regional do Senado, “essa comissão recebe recursos do orçamento federal, via CGEE, que é a Organização Social, e esses recursos servem para manter a estrutura mínima do CDR e cada um dos projetos”.

Os trabalhos dos CDRs implantados são de articulação entre os atores locais dos setores público, produtivo e acadêmico a fim de que possam ser desenvolvidos e implantados projetos de pesquisas produzidos nas instituições de educação superior (IES), ciência, tecnologia e inovação (ICT&I), por professores, pesquisadores e estudantes, voltados para a promoção do desenvolvimento socioeconômico da região do CDR.

Também participam os titulares dos seguintes órgãos: Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet); Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme); Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap); Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae PA), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB PA), além de representantes de instituições como Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Embrapa Amazônia Oriental, Universidade do Estado do Pará (UEPA) e o Instituto Federal do Pará (IFPA), entre outros.

O Coordenador do Centro de Desenvolvimento Regional/ Pará Região Metropolitana de Belém (RMB), José Seixas Lourenço, acredita que esse trabalho do CDR foi criado para consolidar a estrutura voltada para a Bioeconomia local. “O foco das ações estará voltado ao fomento e consolidação da Bioeconomia e dos bionegócios, com atenção centrada em propostas que, principalmente, estarão pautadas na geração de novos produtos extraídos da biodiversidade regional. Essa costura com os atores fundamentais que são as IES e ICTs, já vem sendo realizado na BioTec, com as assinatura de Acordos de Cooperação, trabalho que teve inicio lá em 2018”.

O projeto é coordenado, em nível nacional, pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos – CGEE, organização social qualificada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI. Atualmente, cinco projetos pilotos estão em execução: Campina Grande (PB), Bagé (RS), Itapeva (SP), Brasília (DF) e Triângulo Mineiro (em fase de implantação). O CDR/ Pará – Região Metropolitana de Belém (RMB) é o primeiro CDR criado no Pará (e na Amazônia), gerenciado, em nível local, pela organização social BioTec-Amazônia – contratada por meio de edital público pelo CGEE para tal finalidade.

Texto: Sìlvia Leão (Ascom/Biotec-Amazônia)