Busca

Notícias

Início » Notícias » Marabá discute implantação do Parque de Ciência e Tecnologia
conteúdo principal

Marabá discute implantação do Parque de Ciência e Tecnologia

27/09/2018

Com o tema "Empreendedorismo Inovador e Educação Profissional: oportunidades para o desenvolvimento regional”, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) em parceria com o Centro Regional de Governo do Sudeste do Pará realizou a 3ª edição do ciclo de seminários “Diálogos da Inovação”, nesta quarta-feira, 26 de setembro, em Marabá.

Segundo o diretor de Ciência e Tecnologia da SECTET, Marco Antônio Lima, a partir deste evento, pretende-se criar “um grupo de trabalho para retomar o planejamento da instalação de um parque de Ciência e Tecnologia (C&T) na cidade de marabá, para atender a região de integração de Carajás”.  Ele destacou ainda que para implantar esse parque primeiro é preciso identificar os parceiros potenciais, organizar uma rede com esses parceiros, elaborar um diagnóstico sócio econômico e ambiental da região, definir quais as atividades econômicas prioritárias a serem apoiadas pelo parque, fazer o planejamento físico e financeiro e buscar recursos.

Para o coordenador de Desenvolvimento Econômico do Centro Regional de Governo do Sudeste, Caetano Reis, também integrante do Conselho de Jovens Empresários de Marabá, o cenário atual é favorável para a implantação do parque de C&T na região.

“O parque de C&T da nossa região chegará para integrar incubadoras e aumentar o fomento para as nossas cadeias produtivas nos setores mineral, agropecuário, comércio e serviços. Por exemplo: usar a tecnologia para a área da engenharia da mineração, verticalizando nosso minério de ferro, no agro não é diferente promovendo o melhoramento genético do gado, sementes, no setor do comércio com a criação de  aplicativos para melhorar a vida das empresas e das pessoas”, ressaltou.

Falando em fortalecimento das cadeias produtivas, o diretor de educação profissional e tecnológica da SECTET, Luís Blasques, ministrou palestra sobre o Programa Pará Profissional. Segundo ele, todos as mais de 4 mil pessoas qualificadas no programa receberam educação profissional em cursos definidos pela sociedade.

“Em Marabá, a gente vêm articulando as necessidades do município com a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Mineração. A gente faz o mapeamento de demandas, pactua ofertas de cursos com determinados ofertantes como, por exemplo, o SENAI, e leva os cursos demandados pela sociedade que farão diferença na  região”.

Nesse sentido, o Secretário de Indústria, Comércio e Mineração de Marabá, Ricardo Pugliese, explanou na palestra “As Potencialidades Econômicas e Oportunidades de Negócios para o setor produtivo local”, que o município tem mais de 11 mil empresas, destas quase 5.500 são micro-empreendedores individuais e o restante são de pequenas, médias e grandes empresas. Pugliese afirmou que no mês passado foi assinado em definitivo o convênio de compromisso entre a Prefeitura e Estado, por meio da SECTET, para a implementação do Programa Pará Profissional na cidade. Ainda de acordo com o Secretário da SICOM, foram lançados seis cursos em áreas como gráfica e moveleira, todos com muita procura e que agora estão surgindo outras demandas.

Também palestraram o reitor da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Maurílio Monteiro sobre o papel das instituições de ciência e tecnologia no desenvolvimento local, e o diretor-presidente da Fundação Guamá, Antônio Abelém, abordou o empreendedorismo inovador proporcionado pelo Parque de Ciência e Tecnologia (PCT Guamá), implantado no campus da Universidade Federal do Pará, em Belém desde 2010. Ele declarou que para que um parque tecnológico funcione bem é preciso promover parceria com as universidades, o setor empresarial e a sociedade. Ele pontua que desde o início, o Governo do Estado pensou um trabalho em rede entre os parques de Belém, Marabá, Santarém e Tucuruí, uma forma de criar uma grande rede de parques e aumentar a competitividade entre as empresas do Pará.

“Um parque tecnológico tem a capacidade de mudar seu entorno e depois a região onde ele atua. O PCTGuamá tem conseguido estimular o empreendedorismo inovador na grande Belém. Estamos com segundo prédio pronto com média de 16 empresas instaladas e outras 16 que são empreendedores no espaço de co-working. Conseguimos  construir um programa de criação e desenvolvimento empresarial que tem condições de atender os empreendedores nos diferentes tipos de maturidade. O parque  acaba atuando como catalisador, provocando outros parceiros a trabalhar os temas, dessa forma, estimulando o desenvolvimento”, concluiu.

Quem participou do ciclo de palestras, ampliou os horizontes a respeito da inovação tecnológica. É o caso do estudante de artes visuais da UNIFESPA, Luca Eduardo Lima.

“Essa questão de inovação na ciência e tecnologia eu aplico no meu próprio curso. Achei muito interessante o evento porque, agora, consigo ver  quais são os caminhos necessários para trazer essa inovação para Marabá. Eu estava tentando desenvolver um evento relacionada a robótica e games e, com essa explicação, eu consegui entender melhor como é que eu posso me relacionar com outras empresas e instituições”, pontuou o universitário.

Texto: Kelia Santos (Ascom/ Centro Regional de Governo do Sudeste do Pará)