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Governo realiza ação integrada para melhorar vida de comunidade no Acará

31/03/2017

Como aproveitar todo o potencial turístico, fruticultor, piscicultor e empreendedor de uma comunidade gerando renda e qualidade de vida às pessoas? Foi esse questionamento que norteou a visita de representantes de diversos órgãos do Governo do Pará, pesquisadores, empresários e voluntários à comunidade de Boa Vista do Acará nesta quinta-feira (30).

O momento foi marcado por uma reunião na Associação de Produtores Orgânicos do local, conhecida pela sigla APOBV. O encontro foi organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) devido a uma solicitação da comunidade a partir de visitas anteriores realizadas pela equipe da diretoria de Ciência e Tecnologia do órgão.

Durante a reunião, associados, moradores e trabalhadores locais e de comunidades vizinhas explicitaram a realidade do lugar diante das visitas de turistas, pesquisadores, esportistas, investidores e empresários, quando são apresentadas as atividades que desenvolvem com ervas, artesanatos, cultivo de frutos como açaí, cupuaçu e cacau e produção de farinha. Além disso, a comunidade é fornecedora de plantas como priprioca, pataqueira e captiú que servem de matérias primas para uma grande empresa nacional de cosméticos.

Por isso, os moradores sentem a necessidade de se estruturar melhor, por meio da profissionalização dos serviços e apoio na área de gestão. Diante disso, a comitiva de representantes do Governo se comprometeu em elaborar um planejamento estratégico para organizar a atuação de cada órgão em Boa Vista do Acará para desenvolver ações em conjunto com os moradores a fim de dar firmeza e sustentabilidade às atividades do lugar.

Para a moradora de Boa Vista do Acará, Débora das Chagas, a ação integrada possibilitará uma conexão entre as atividades desenvolvidas pela comunidade. “Eu acho que só vai fluir quando conectar um serviço com o outro, quem vem passear quer saber como plantamos, quer ver o que produzimos, quer comer o que comemos, quer levar a farinha, a polpa, um produto, então como é que podemos fazer para melhorar isso? Deixar de uma forma mais apresentável? A partir do momento que nos organizarmos, conseguiremos abranger outras comunidades e ajudar, porque existem várias localidades que precisam dessa ajuda também”, afirmou.

A diretora de políticas para o turismo da Secretaria de Turismo (Setur), Fátima Gonçalves, destacou que a Comunidade de Boa Vista do Acará já é um destino bastante procurado, entretanto precisa-se trabalhar na instituição de uma rota turística bem definida para o local. Segundo ela, “todos juntos trabalharão em função do desenvolvimento”.

Além de Sectet e Setur, também estiveram na comunidade representantes  da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas); Companhia de Desenvolvimento Econômico (Codec); Companhia de Portos e Hidrovias (CPH); Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pa); do Programa Credcidadão; Rede Namor; Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Prefeitura de Acará; Associação Brasileira de Agência de Viagens do Pará (ABAV); Produtora Casa4; Juruá Cosméticos; Chamma da Amazônia; Amazon Star Turismo, pesquisadores e voluntários.

Integração - A comunidade de Boa Vista do Acará fica a 105 km da sede do município ao qual pertence, Acará. O acesso à comunidade pode ocorrer via terrestre por meio da Alça Viária, entretanto o contato mais rápido e fácil à capital Belém é de barco, com a viagem durando em média 30 minutos. Por isso, muitos moradores do local optam por estudar, trabalhar e até morar em Belém. Foi o que ocorreu com o consultor de vendas e produtor rural José Gomes. Nascido em uma família com dez filhos, ele resolveu buscar recursos com a venda de diversos produtos em Belém, com muita força de vontade e ajuda de amigos e até desconhecidos, ele se qualificou realizando cursos técnicos, foi quando conseguiu emprego com carteira assinada e passou a residir permanentemente na capital. Entretanto, a vida urbana sufocou o acaraense acostumado com a liberdade e ele voltou a comunidade onde cresceu.

Hoje, José Gomes é um dos associados da APOBV, de onde já exerceu mandato de presidente e vice, totalizando quatro anos. Para ele, a comunidade tem muito a crescer, principalmente com o apoio governamental, “nos sentimos mais fortes, começamos a perceber que podemos conseguir e eu acredito que vamos, porque se percebe que tudo é uma rede, por isso vínhamos insistindo em reunir com todos os órgãos para verem a nossa necessidade, porque às vezes discutimos com um e esse depende de outro que não está, agora vendo que eles estão agregados, juntos, a possibilidade de acontecer é muito maior”, comemorou.

Texto: Fernanda Graim - Ascom/Sectet