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Governo firma parcerias com municípios para garantir acesso ao EnemPará

27/07/2020

A plataforma EnemPará já faz parte da rotina de diversos alunos da rede pública de ensino que concorrem a uma vaga no ensino superior por meio do Exame Nacional do Ensino Médio. Lançada no último dia 29 de junho, a plataforma digital foi desenvolvida pelo Governo do Pará, por intermédio das secretarias de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e de Educação (Seduc), com apoio do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá).

A equipe que coordena a iniciativa trabalha para garantir a participação dos estudantes que têm dificuldades de acesso a equipamentos (notebooks, tablets e celulares) e a uma boa conexão de internet. Por isso, desde a concepção da plataforma, o Governo do Pará vem buscando soluções, em parceria com as secretarias de Educação dos municípios.

“Nós procuramos todas as prefeituras do Estado, pois sabemos que a realidade do estudante não é 100% com acesso aos equipamentos adequados ou a uma boa internet. Pesquisas mostram que, na rede pública, é algo em torno de 30%. Este contato com as prefeituras foi feito em duas frentes. Primeiro, para que elas pudessem ajudar com a divulgação da plataforma, e depois que viabilizassem nos municípios o que chamamos de polos, que seriam, na verdade, uma sala de informática com computadores e acesso à internet, para que esses alunos pudessem participar, ampliando o público atendido”, informou o coordenador do EnemPará, Yuri Santiago.

Um dos municípios que está atendendo à proposta do Estado é Canaã dos Carajás. A secretária Municipal de Educação, Roselma Milano, disse que não foi necessário fazer nenhum investimento significativo para disponibilizar quatro polos de atendimento aos estudantes, sendo três na área rural e um na área urbana. Foram utilizadas as estruturas das escolas já existentes, com computador e internet, para que os alunos pudessem ter acesso à plataforma do EnemPará.

Ela informou que uma equipe da Secretaria está responsável por organizar o acesso dos alunos aos polos, a fim de que sejam obedecidos todos os protocolos de segurança exigidos neste momento de pandemia, com disponibilização de álcool em gel, máscaras e luvas. Além disso, após cada atendimento, é feita uma pausa de 30 minutos para que os equipamentos sejam higienizados. “Em meio a este cenário de tantas incertezas em razão do que estamos vivendo, para nós participar do projeto EnemPará é uma honra. Essa estratégia, que é muito significativa no processo de ensino-aprendizagem, incentiva os nossos jovens a continuarem buscando uma alternativa para prosseguir com os estudos”, avaliou a secretária.

Alternativas - O coordenador do EnemPará contou que outros municípios planejam oferecer as aulas de outras formas, como transmiti-las em espaços amplos e arejados, por exemplo ginásios municipais, contando inclusive com aulas presenciais dos professores da rede local de ensino. Outra ideia seria a criação de parceria com empresas dos municípios, para que liberem seus sinais de wi-fi quando encerrarem o expediente, garantindo aos estudantes do entorno acesso à internet.

“Dessa forma, estamos tentando ampliar o acesso na tentativa de reduzir a ausência de equipamentos e internet. Além disso, as próprias secretarias têm sugerido alternativas de forma criativa e independente. Temos muita disposição em ampliar essas parcerias”, afirmou Yuri Santiago, destacando que o governo do Estado também está buscando maneiras de viabilizar franquias que possibilitem que os dados móveis dos alunos não sejam consumidos durante a navegação na plataforma EnemPará.

Integração – A plataforma EnemPará busca diminuir as distâncias e garantir a integração por meio do acesso à informação, garantindo que os estudantes da rede pública estadual de ensino não sejam prejudicados na preparação ao exame nacional, e que a necessidade do distanciamento social não se torne obstáculo no acesso ao conhecimento.

Durante a primeira quinzena de funcionamento, a plataforma recebeu quase 10 mil visitas, com duração média de 11 minutos cada, feitas de 3.900 dispositivos diferentes. São 5.468 estudantes cadastrados, com 1.458 realizando as atividades constantemente, assistindo às videoaulas, fazendo os exercícios e participando de simulados. Dos acessos às videoaulas, 66% foram feitos por meio de celulares. A maioria dos estudantes ativos, cerca de 40%, é da Região Metropolitana de Belém. O acesso é feito das 8 às 20 h, com uma média de 150 alunos por hora na plataforma.

Serviço: Os estudantes interessados na plataforma devem se inscrever AQUI.

Texto: Fernanda Graim (Ascom/Sectet)

Foto: Divulgação