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Estado prioriza investimentos em formação superior e tecnológica

25/08/2020

Nos últimos 600 dias, o Governo do Pará investiu em um conjunto de ações voltadas à formação superior e tecnológica. A Universidade do Estado do Pará (Uepa) é um dos alvos desse investimento, e vem desenvolvendo um projeto de saúde pública essencial: a pesquisa epidemiológica que traça o perfil de prevalência e infecção pelo novo coronavírus entre os paraenses. São 227 profissionais, entre acadêmicos de Enfermagem e profissionais da Biossegurança da Universidade, atuando na pesquisa que envolve 52 municípios, em oito regiões.

As equipes responsáveis pelo estudo, que está na sua segunda etapa, realizam o teste rápido em voluntários, escolhidos de forma aleatória, em conformidade com os setores censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A terceira e última fase deve ser iniciada em setembro. A meta é fazer 27 mil testes.

Já foram concluídas 8.587 entrevistas em todas as regiões de regulação do Estado. Os resultados apontaram que no Pará, um em cada cinco habitantes testou positivo para a Covid-19. O número equivale a cerca de 1,3 milhão de pessoas que já possuem anticorpos para a doença ocasionada pelo novo coronavírus, o que representa uma positividade global de 21%, e garante que grande parcela da população já foi infectada pela doença.

Estímulo - Para a Escola de Governança Pública do Estado do Pará (EGPA), a ênfase do trabalho é a inovação. Desde o início de 2019, a diretriz é ser exemplo e incentivar, em todos os setores de governo, o desenvolvimento de competências e habilidades dos servidores públicos por meio de cursos de qualificação livres e pós-graduação, ou por ações de valorização do servidores públicos, como o 1º Prêmio Inova Servidor, lançado neste ano.

“Dentro da nossa missão de formação, a inovação sempre precisou estar presente, e agora, mais do que nunca, tivemos a necessidade de nos reinventarmos”, destaca a diretora-geral da EGPA, Evanilza Marinho. Foi esse propósito que colaborou para que apenas no primeiro semestre de 2020 a EGPA formasse mais de 23 mil servidores públicos, mesmo em meio à pandemia, utilizando ferramentas digitais para a realização de oficinas e cursos a distância.

Cursos de graduação – Paralelamente, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) lançou oficialmente o Programa Forma Pará, ainda em 2019. A iniciativa possibilita a união do Estado, instituições de Ensino Superior (IESs), prefeituras e associações municipais com o objetivo de expandir a oferta de vagas dos cursos de graduação (bacharelado, licenciatura e área tecnológica) nos municípios que não possuem polos das universidades ou sem a oferta de determinado curso. A meta é ofertar 80 turmas com uma média de 50 vagas cada, distribuídas por até 40 municípios - permitindo a formação de até 4 mil novos profissionais até 2023. 

“Sabemos que as desigualdades são imensas e históricas. Uma das que mais me incomodam é a assimetria na Educação. Pode parecer pouco diante da demanda, mas com certeza é muito mais do que foi feito antes”, ressalta o titular da Sectet, Carlos Maneschy.

Atualmente, estão em andamento 21 turmas, e uma terá sua aula inaugural no próximo dia 8 de setembro, totalizando 999 alunos matriculados. Nessa primeira fase do Programa participam como parceiras a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Uepa e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). Nesta terça-feira (25), o “Forma Pará” entra na segunda fase, com a assinatura dos termos de compromisso entre o Governo do Estado, por meio da Sectet, e novamente a Uepa e a Unifesspa, além da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) e Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), a fim de que sejam ofertadas mais 21 turmas, totalizando 955 vagas. Assim, serão 30 municípios e dois distritos contemplados.

Bioeconomia - Única organização social na Amazônia voltada à bioeconomia, a BioTec-Amazônia representa o empenho do Governo do Pará em estruturar uma organização que aplica a ciência e a tecnologia na busca de soluções em Biotecnologia e Genômica, na prospecção e uso de ativos a partir da biodiversidade, atraindo novos investimentos para o Estado, sobretudo em empresas de base tecnológica. 

Em parceria com a Sectet, a BioTec-Amazônia também articula projetos estruturantes, nas principais cadeias produtivas do Estado ligadas à bioeconomia, com outras secretarias de Governo, como a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme). Acordos de parceria e de confidencialidade foram firmados para atração de duas empresas para o Estado e para o desenvolvimento de um novo negócio de base tecnológica no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, em Belém.

Apesar do pouco tempo de existência da BioTec-Amazônia, os avanços são significativos, tanto em fazer do Estado uma porta de entrada para investimentos de empresas em biotecnologia na Amazônia, como no estabelecimento de parcerias estratégicas para o desenvolvimento de novos projetos com empresa locais, visando à verticalização de ativos da biodiversidade regional.

Texto: Carol Menezes (Agência Pará)

Fotos: Agência Pará