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Candidatos a bolsistas participam de oficina do projeto Mapas Digitais

02/03/2020

Francilene Pompeu e Dyonatas Almeida estavam entre os cerca de 100 candidatos a bolsistas que participaram da oficina do projeto Mapas Digitais no último sábado (29), no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Ananindeua. O projeto é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) em parceria com a Faculdade de Tecnologia em Geoprocessamento da UFPA, dentro do programa Territórios Pela Paz (TerPaz), do Governo do Estado.

Moradora da Cabanagem, Francilene acredita que o projeto trará benefícios para o bairro, melhorando a qualidade de vida das pessoas ao identificar logradouros que precisem de intervenção do poder público, partindo de informações da comunidade. “Como moradores, pra gente é mais fácil identificar os problemas. O projeto é muito interessante porque ele tá se moldando a fazer isso e a gente contribui para a nossa melhoria de vida”, avalia a estudante de Geoprocessamento da UFPA.

Para Dyonatas, morador do Jurunas e estudante de Geografia do Instituto Federal do Pará (IFPA), o interesse em ser bolsista do projeto também passa pela oportunidade de ajudar a melhorar o bairro. “É também uma ótima oportunidade de adquirir mais conhecimentos na área que estudo”, destaca o universitário.

Seleção – O “Mapas Digitais” vai selecionar entre os inscritos 20 bolsistas que passarão por treinamento para auxiliar as atividades do projeto nos bairros que recebem as ações do TerPaz. Juntos com profissionais da área, os estudantes universitários irão fazer o levantamento de dados para a elaboração de dez mapas digitais por território.

Os candidatos se inscreveram em cada bairro onde foi feita a apresentação do projeto, no final do ano passado. Neste sábado, participaram da oficina, com duração de oito horas, onde tiveram as noções básicas necessárias para a realização do trabalho. “Todos irão receber material para estudar e no próximo sábado farão uma prova. Os vinte melhores colocados receberão a bolsa”, explica o coordenador do projeto, Paulo Melo, professor da UFPA.

Ele ressalta que os interessados que não conseguirem a bolsa, mas quiserem participar como voluntários do projeto poderão fazer todo o treinamento que será oferecido aos bolsistas e receberão certificados emitidos pela UFPA. “Todos passarão por um processo de capacitação contínua. No final de 12 meses, terão experimentado o ambiente universitário, conhecido nossos laboratórios, feito cursos de meio ambiente, de cartografia e de geoprocessamento”, enfatiza o coordenador.

Como os laboratórios da Faculdade têm limite para 40 alunos, o projeto poderá ter mais 20 voluntários participando do levantamento de dados e elaboração dos mapas, que serão disponibilizados para os moradores por meio de aplicativos para smartphones.

Texto: Ascom/Sectet