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Altamira recebeu seminário sobre desenvolvimento econômico do Xingu

06/08/2017

Com palestras, debates e minicursos foi realizado nos dias 4 e 5 de agosto, no Centro de Convenções de Altamira, o seminário “Desenvolvimento Econômico do Xingu”. Foram apresentados e analisados cenários em diversas cadeias produtivas da região do Xingu, com participação de produtores, trabalhadores, investidores, técnicos e empreendedores de segmentos importantes para a sustentabilidade e economia dos municípios e do Estado, como das cadeias produtivas do cacau, da pesca e da psicultura, do turismo, da pecuária, da produção da agricultura familiar, de produtos florestais não madeireiros e da fruticultura.

Os debates sobre as áreas produtivas foram realizados em salas temáticas, após apresentações de projetos executados por meio do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRSX), nas Câmaras Técnicas (CT´s) 2, feita por Poliana Marcolino Corrêa, do Ministério da Integração, e da 3 feita por Marjorie Barros Neves, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME), coordenadoras das referidas CT´s.  

Nos debates realizados após as palestras e durante as Salas Temáticas, na sexta-feira à tarde, foram discutidos os principais problemas que travam o crescimento, o desenvolvimento de projetos e empreendimentos em cada uma das áreas econômicas, assim como soluções e a busca de financiamentos para garantir a sustentabilidade da economia da região do Xingu.

Para Jedielcio Oliveira, técnico da Cooperativa Central de produção Orgânica de Cacau da Transamazônica e Xingu (CEPOTX), que reúne proprietários de 80 fazendas de cacau, produz cerca de 600 toneladas de amêndoas por ano e exporta para a Áustria, o seminário foi bom, mas poderia ser mais amplo. Ele acredita que é preciso melhorar os negócios que já existem na região, com atualização de informações sobre a economia regional, assim como atrair mais instituições públicas com técnicos especialistas para traçar novas estratégias. “Interagir mais para atender melhor outros negócios e com mais informações para inovação, pelo menos para as principais cadeias produtivas, com mais tecnologia”, declarou.  

Segundo Maria Amélia Enriquez, Secretária Adjunta de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica do Pará, o seminário serve para encontrar alternativas econômicas, mas principalmente tecnológicas para desenvolver as potencialidades da região do Xingu e agregar valor à produção. A construção de uma incubadora de empresas, com instalações de laboratórios em parceria com instituições como a Universidade do Estado do Pará (UEPA), a Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFPA), juntamente com outras instituições de pesquisa para desenvolver a sustentabilidade a partir de novas tecnologias, tanto de equipamentos como do desenvolvimento, capacitação e formação de pessoas, além do melhoramento da produção, seja ele por processos ou por genética. “Precisamos potencializar, agregar valor à produção, aproveitar o potencial e a riqueza de matéria prima da região, então vamos iniciar o mais breve possível a estrutura, as adaptações físicas para uma incubadora de empresas e buscar parcerias com as instituições de pesquisa que já existem como as universidades, fazer as sensibilizações com a ajuda do Sebrae, das prefeituras e ser ousados para revolucionar a economia da região”, ressaltou.

Segundo Marjorie Barros Neves, o Seminário teve como principal objetivo debater e articular ações para fortalecer as atividades econômicas da região. “Precisamos melhorar e aumentar iniciativas tanto públicas quanto privadas para dar continuidade aos projetos, construir sustentabilidade com projetos que melhorem a socioeconomia, como no seminário, para desenvolver um plano de ação por área de produção, por atividade com conhecimento e fortalecimento das cadeias produtivas da região”, destacou.

Durante o seminário também foram realizados minicursos sobre Elaboração de Projetos de Inclusão Produtiva e de Viabilidade Econômica. Ainda foi montada uma pequena feira, com mostra de produtos resultado de projetos financiados pelo PDRSX, como sabão ecológico feito com reaproveitamento de óleo de cozinha, produzido por moradores dos RUC´s (Reassentamentos Urbanos Coletivos), que são os novos bairros de Altamira; Mel Flores do Xingu, da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Altamira e Região; camisetas e artesanato indígena da Associação Inkuri. 

O seminário ocorreu por meio de parceria entre Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet); Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme); Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa); Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Altamira (Aciapa); Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional (SDR/MI); Associação de Municípios do Consórcio Belo Monte (ACBM), com apoio do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRSX) por meio de sua gestora, o Instituto Avaliação.

Texto: Jorge Herberth (Comunicação do Instituto Avaliação)